Anhanguera. Aqui, o seu esforço ganha força

Para acessar a sua área você deve escolher:

  • Tenho uma conta Anhanguera Office 365

    Acesse a sua conta utilizando o seu login do Office 365

    ACESSAR MINHA CONTA
  • Ainda não tenho uma conta Anhanguera Office 365

Esqueci minha senha / 1° acesso
Notícias
Voltar

22.11.2019

Representatividade Negra: um benefício social e uma forma de combater o racismo

Ao procurarmos o conceito de representatividade é bem possível achar uma definição parecida com: "representar politicamente os interesses de determinado grupo classe social ou de um povo".

Este conceito não está errado. Mas quando pensamos e discutimos a importância da representatividade negra, essa definição ganha mais uma função, a de combater o racismo através da visibilidade de pessoas negras, em setores como, instituições de ensino, mercado de trabalho, política e publicidade.

Contudo, os números ainda estão bem distantes do ideal, sendo preciso reivindicar colocações visíveis em todo e qualquer espaço, para o início de uma mudança social efetiva.

Pensando nisso, separamos alguns dados que vão te fazer refletir e discutir a importância social da representatividade negra, como forma de combater o racismo.

Representatividade, setores e números

A população brasileira, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), tem mais da metade da população de todo o território considerada negra. Contudo, em 2018 o Brasil elegeu 4% de parlamentares negros. Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de 1626 parlamentares apenas 65 são negros. Apesar de ser uma conquista, para discussões em termos de representatividade o número é baixo.

No mercado de trabalho, por exemplo, falar desse assunto é uma forma de promover a diversidade e uma das melhores maneiras de combater o racismo institucional. Contudo, as promoção de ações afirmativas ainda são escassas, implicando diretamente na equiparação racial.

Para refletir essa situação, é importante ressaltar alguns dados retirados da pesquisa do Instituto Ethos sobre Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 maiores empresas do Brasil e suas ações afirmativas. Em 2016, ocupando cargos de gerência somente 6,3 pessoas eram negras. Das 500 empresas analisadas apenas 11,1% estabelece metas para ampliar a presença dos negros em cargos de direção e gerência.

A publicidade, por exemplo, sempre foi um espaço difícil em termos de representatividade e, durante anos, a figura negra era sempre reforçando estereótipos, como por exemplo, através da hipersexualização da mulher negra.

Fato importante é que, este cenário só começou a mudar recentemente, quando negros e negras obtiveram mais espaço e visibilidade nesse meio. No ano de 2018, uma pesquisa feita pela agência Heads, da Onu Mulher, revelou um aumento de 4% para 17% de mulheres negras na publicidade.

Reflexos e mudanças

Ao apresentar esses pontos, muito importantes para essa discussão, verificamos que mesmo em 2019, ainda é necessário cobrar políticas públicas de inclusão. Além de mudanças institucionais, internas e externas, para a promoção efetiva de ações afirmativas, ou seja, medidas especiais e temporárias, que podem ser decididas ou tomadas pelo estado, espontâneas ou não, com o objetivo de acabar com as desigualdades históricas, além de garantir a igualdade de oportunidades e tratamento e ainda compensar as perdas ocasionadas pela discriminação e marginalização.

Existem inúmeras maneiras de possibilitar essa mudança, como chamar pessoas negras para tratar temas de assuntos variados - não somente sobre o racismo - e discutir em seus espaços a importância desses assuntos. Atividades como essas tendem a gerar maior representatividade e senso de pertencimento, além de se tornar um meio importante de combate ao racismo.

Afinal, negros e negras em posições de destaque são figuras inspiradoras para crianças e jovens também negros, possibilitando a construção de um futuro melhor, mais esperançoso e mais representativo.